sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A Walk to Remember


Olá queridos visitantes!

Hoje revi um filme encantador, “Um Amor para Recordar”, tema denso, mas representado de uma forma sutil, direcionada para o público adolescente.
A cada vez que relemos ou revemos uma obra descobrimos nela algo novo, e ao ouvir a seguinte citação: “O amor é como o vento, não posso ver mas posso sentir”, durante um diálogo dos protagonistas, me surgiu Alberto Caeiro, “Ficções do Interlúdio”.

“ O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas.
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascerá deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no Mundo como num malquerer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos.)
Mas para olharmos...e estarmos de acordo.

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama,
Nem sabe por que ama, nem o que é amar.

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...”

Às vezes você senta para assistir a um filme sem pretensões, e acaba descobrindo várias associações.

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